quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Algumas definições de Educação a Distância (EaD):

Dohmem (1967):
Educação a distância (Ferstudium) é uma forma sistematicamente organizada de auto­estudo onde o aluno se instrui a partir do material de estudo que Ihe é apresentado, o acompanhamento e a supervisão do sucesso do estudante são levados a cabo por um grupo de professores. Isto é possível através da aplicação de meios de comunicação capazes de vencer longas distâncias.

Peters (1973):
Educação/ensino a distância (Fernunterricht) é um método racional de partilhar conhecimento, habilidades e atitudes, através da aplicação da divisão do trabalho e de princípios organizacionais, tanto quanto pelo uso extensivo de meios de comunicação, especialmente para o propósito de reproduzir materiais técnicos de alta qualidade, os quais tornam possível instruir um grande número de estudantes ao mesmo tempo, enquanto esses materiais durarem. É uma forma industrializada de ensinar e aprender.

Moore (1973):
Ensino a distância pode ser definido como a família de métodos instrucionais onde as ações dos professores são executadas a parte das ações dos alunos, incluindo aquelas situações continuadas que podem ser feitas na presença dos estudantes. Porém, a comunicação entre o professor e o aluno deve ser facilitada por meios impressos, eletrônicos, mecânicos ou outros.

Holmberg (1977):
O termo educação a distância esconde­se sob várias formas de estudo, nos vários níveis que não estão sob a contínua e imediata supervisão de tutores presentes com seus alunos nas salas de leitura ou no mesmo local. A educação a distância se beneficia do planejamento, direção e instrução da organização do ensino.


Fonte: http://www.virtual.unifesp.br/home/resenha.php

Histórico

A Educação a Distância tem origem desde tempos antigos onde cartas comunicando informações científicas inauguraram esta nova arte de ensino.

Iniciou-se assim com o estudo por correspondência, através de materiais impressos com tarefas e atividades que eram enviados pelo correio. Em meados da década de 70 surgem as primeiras Universidades Abertas com design e implementação sistematizadas de cursos a distância, utilizando, além do material impresso, transmissões por televisão aberta, rádio e fitas de áudio e vídeo. A partir da década de 90 com o surgimento da internet, a educação a distância vem se aprimorando cada vez mais, através de tecnologias que viabilizam mecanismos de comunicação tão eficazes capazes de suprir a distância geográfica entre aluno e professor.

Fonte: http://www.nead.unisal.br/html/ead/historico.html

sábado, 15 de setembro de 2007

Como funciona?

A EAD utiliza os mais diversos meios de comunicação, isolados ou combinados como, por exemplo: material impresso distribuído pelo correio, transmissão de rádio ou TV, fitas de áudio ou de vídeo, redes de computadores, sistemas de teleconferência ou videoconferência, telefone.

Fonte: http://www2.abed.org.br/faq.asp?Faq_ID=9

O que é Educação a Distância?

Muitas são as definições possíveis e apresentadas, mas há um consenso mínimo em torno da idéia de que EAD é a modalidade de educação em que as atividades de ensino-aprendizagem são desenvolvidas majoritariamente (e em bom número de casos exclusivamente) sem que alunos e professores estejam presentes no mesmo lugar à mesma hora.

Fonte: http://www2.abed.org.br/

O ambiente inovador da EAD: agente de mudanças e transformações das práticas pedagógicas

“Ensinar com as novas mídias será uma revolução, se mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantém distantes professores e alunos” (Moran, 2001)
O desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação está diretamente atrelado a uma evolução que iniciou através dos correios, passando aos programas de rádio e TV, vídeos, computadores e chegando até as sofisticadas transmissões e conferências via satélite e a Educação a Distância tende a apoiar-se cada vez mais em tecnologias emergentes que facilitam o seu acesso e aceitação. Diante desta evidência, verifica-se uma forte tendência da educação presencial integrada com a Educação a Distância, tendo esta como suporte a anterior ou vice-versa.
Mas, adotar estratégias tecnológicas na EAD exige um repensar na relação professor-aluno e dos meios de comunicação e interação que poderão aproximar as pessoas, como também afastá-las. Algumas tendências acenam para que a EAD adote uma abordagem problematizadora, investigativa e reflexiva contrapondo à lógica de estímulo-resposta, ocasião onde o programa é que conduz o usuário. Conforme Belloni (2003), essas tendências sinalizam para alunos mais autônomos, maduros e que estão sempre prontos para aprender, contudo, os ambientes devem prover as tecnologias e as facilidades para a implementação da interação, que visa viabilizar o processo de ensino-aprendizagem, contudo, é importante salientar que não é o ambiente em si próprio que determina a interatividade e sim os atores que fazem parte deste cenário, objetivando a construção do conhecimento, de forma colaborativa.
A aprendizagem colaborativa é um processo importante para o compartilhamento de um objetivo comum e sua metodologia envolve a interação, que deve romper a lógica de ensino tradicional para uma prática mais inovadora, promovendo uma relação afetiva com o conhecimento, de forma reflexiva e mais autônoma.
Viabilizar na EAD o aprender a aprender, integrando o homem aos meios tecnológicos e sendo ele o condutor dos processos é fazer um confronto dialético voltado para a ação humanizada na reestruturação do processo de ensino-aprendizagem, integrado às tecnologias de informação e comunicação. O trabalho do professor se dá com os alunos e não sobre eles ou do professor consigo mesmo. Refletindo sobre esta perspectiva, Freire (2003) diz: “o ensinar inexiste sem aprender e vice-versa”, e nesta dinâmica os educandos se modificam continuamente em sujeitos autores e construtores dos seus saberes. Por isso, “ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar as possibilidades para sua produção ou a sua construção”.
É notório que na Educação a Distância a interatividade entre professores e alunos é essencial, visto que sem esta interação o aprendizado pode ser realizado, mas a sua qualidade e valor significativo ficam comprometidos. Essas vantagens são relevantes na educação, proporcionando uma maior produtividade, rapidez e retorno imediato, com um custo-benefício favorável, tanto para os alunos, professores, como também para a instituição de ensino.
Diante disso, o ambiente inovador da EAD torna-se um agente de mudanças e transformações das práticas pedagógicas, onde o aluno é instrumentalizado para investir em sua formação, apropriando de conhecimentos, numa relação mais dialógica com os professores e alunos, formando uma rede colaborativa, onde os aspectos da interatividade são reforçados e a autonomia valorizada consideravelmente.
O desenvolvimento destes espaços flexíveis de ensino-aprendizagem é o grande desafio da educação e o presente artigo buscou enfocar estes aspectos, ressaltando a importância e o caráter inovador desta modalidade de ensino como alternativa para uma educação flexível e de qualidade.

Valéria Ribeiro de Carvalho Tavares*
* Especializanda em Educação a Distância pela Universidade Católica Brasília

Fonte: http://www.seednet.mec.gov.br/